A Pampulha, um dos cartões-postais de Belo Horizonte, enfrenta desafios significativos em sua preservação e desenvolvimento turístico. O arquiteto e urbanista Flávio Carsalade, que coordenou o dossiê apresentado à Unesco, afirma que a expansão imobiliária na região não é uma opção viável.
Desafios na preservação
De acordo com Carsalade, a Pampulha ainda carece de avanços físicos desde a conquista dos títulos de Patrimônio Mundial e Paisagem Cultural, há dez anos. Embora a qualidade da água tenha melhorado, permitindo a prática de esportes náuticos, e o catamarã 'Capivarã' ofereça novas perspectivas sobre a área, muitos problemas permanecem, como a desativação do Comitê Gestor.
Necessidade de melhorias
Carsalade enfatiza que as questões que precisam de atenção permanecem as mesmas de uma década atrás. Entre elas estão a gestão do Iate Tênis Clube, o desassoreamento do lago e a infraestrutura para os visitantes, como banheiros e áreas de lazer. O urbanista ressalta a importância de um planejamento eficaz para aproveitar o potencial turístico da Pampulha.
Propostas em andamento
Embora algumas negociações relacionadas ao Iate Tênis Clube tenham sido interrompidas, Carsalade acredita que a nova administração municipal está disposta a retomar os acordos. A reabertura do Museu de Arte da Pampulha (MAP) também é uma prioridade, e ele espera que não haja mais interrupções nas obras.
Grupo de Trabalho Intersetorial
A criação de um Grupo de Trabalho Intersetorial pela Prefeitura de Belo Horizonte é vista por Carsalade como uma iniciativa positiva. Ele acredita que uma abordagem integrada é essencial para resolver os problemas da Pampulha e explorar todos os recursos disponíveis na região.
Um futuro promissor
Carsalade imagina a Pampulha como um parque urbano interligado à cidade, representando uma referência cultural e um potencial turístico significativo. Ele defende que, com ações adequadas, a região pode se beneficiar, tornando-se um espaço de lazer e cultura respeitado e valorizado pela população.




