No início de um ciclo de redução da Selic, investidores de renda fixa ficam atentos às oportunidades de garantir taxas elevadas antes que as mesmas diminuam. Em julho, com a taxa Selic em 14,25% ao ano, as recomendações de bancos e corretoras se tornam mais relevantes.

Contexto Atual da Renda Fixa

O Copom cortou a taxa Selic, mas os juros nominais e reais permanecem em níveis historicamente altos. A taxa da NTN-B de 2035, que serve como referência para o juro real, subiu de 7,72% em maio para 8,14% em junho, refletindo a pressão da inflação e incertezas fiscais persistentes.

Recomendações de Títulos Atrelados à Inflação

Os analistas estão indicando principalmente os títulos atrelados à inflação de prazos mais longos. A ideia é aproveitar taxas reais em torno de 7% ao ano, somadas ao IPCA. A debênture da Ecovias Raposo Castelo (CERT11) destaca-se por oferecer IPCA mais 8,15%, com fiança da Ecorodovias e isenção de Imposto de Renda.

Outras Opções Atraentes

Além da Ecovias, a Energisa (ENGIB9) e a Sabesp (SBSPI8) também são recomendadas, com retornos de IPCA mais 7,55% e IPCA mais 7,05%, respectivamente. A NTNB Principal 2035 é uma alternativa para investidores que buscam segurança, já que oferece IPCA mais 7,39% com risco soberano.

Investimentos Prefixados

Os títulos prefixados aparecem em menor quantidade, mas ainda são considerados interessantes. O CDB do Banco C6, com rendimento de 14,80%, e a debênture da Coelba (CEEBD1), que oferece 13,50%, são opções que merecem atenção, especialmente para quem tem um horizonte de investimento mais longo.

Alternativas Pós-Fixadas e Fundos de Crédito

Para aqueles que preferem segurança, o Tesouro Selic 2029 é uma opção recomendada pela XP, enquanto o CDB do PicPay oferece 104,5% do CDI. Além disso, fundos de crédito estão sendo incluídos na carteira, como Selection RF Light e JGP Corporate, facilitando a diversificação para investidores com menor patrimônio.