A Região Metropolitana de Belo Horizonte recebeu uma melhoria significativa em seu abastecimento de água com a antecipação de um trecho das obras do Sistema Rio Manso. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) concluiu uma intervenção que ampliará a produção de água tratada em até 86 milhões de litros por dia, essencial para enfrentar períodos de estiagem e o crescimento populacional.
Detalhes da Intervenção
Essa nova etapa, que recebeu um investimento de R$ 87 milhões, inclui aproximadamente três quilômetros de novas adutoras de água entre os municípios de Mário Campos e Sarzedo. As tubulações, com diâmetro de 1.800 milímetros, vão aumentar a capacidade de transporte de água da Estação de Tratamento de Água (ETA) Rio Manso, permitindo um acréscimo de 700 a 1.000 litros por segundo na produção da unidade.
Fases Futuras do Projeto
As obras do Sistema Rio Manso estão previstas para serem concluídas no primeiro semestre de 2027, com um investimento total estimado em R$ 400 milhões. Ao final das intervenções, o projeto contará com 12 quilômetros de novas adutoras ligando Mário Campos, Sarzedo e Betim, além da ampliação de um reservatório em Betim com capacidade para armazenar 10 milhões de litros de água.
Próximas Etapas da Expansão
O plano de expansão do sistema inclui mais duas fases. A primeira busca aumentar a capacidade da Estação de Tratamento de Água Rio Manso em cerca de 80% e a Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR). A fase seguinte, que deve iniciar ainda este ano, prevê a construção de seis quilômetros de adutora até um reservatório estratégico em Contagem.
Outras Iniciativas em Andamento
Paralelamente às obras do Sistema Rio Manso, a Copasa está implementando um sistema de ultrafiltração na Estação de Tratamento de Água Rio das Velhas, com investimento previsto de R$ 230 milhões. Além disso, um programa de modernização do Sistema Rio das Velhas está em curso, com custos estimados em R$ 4,4 bilhões.
Medidas para Segurança Hídrica
A empresa também colocou em operação uma nova unidade de captação de água bruta no Rio Paraopeba, que inicialmente pode bombear 2 mil litros de água por segundo, com previsão de expansão para 5 mil litros por segundo. Estas melhorias visam reduzir os riscos de desabastecimento em Minas Gerais, em resposta às mudanças climáticas e ao crescimento populacional, com um investimento total de R$ 391,1 milhões somente no primeiro trimestre de 2026.




