No mês de junho de 2026, os brasileiros realizaram saques líquidos de R$ 237 milhões da caderneta de poupança, conforme divulgado pelo Banco Central (BC) em um relatório nesta quarta-feira (8/7). Este movimento mostra que os saques superaram os depósitos, que totalizaram R$ 378 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 378,3 bilhões.
Comparativo com meses anteriores
Em maio de 2026, os saques haviam totalizado R$ 2,6 bilhões, enquanto no mesmo período do ano anterior, em junho de 2025, a saída líquida foi de R$ 2,1 bilhões. Essa tendência de saques líquidos em junho de 2026 é um reflexo da situação econômica do país nos últimos meses.
Desempenho de 2025
No ano de 2025, a poupança apresentou uma saída líquida de R$ 15,5 bilhões, com R$ 4,17 trilhões em depósitos e R$ 4,21 trilhões em saques. Este resultado foi considerado o melhor em termos de captação líquida nos últimos quatro anos, contrastando com a captação positiva de mais de R$ 166 bilhões em 2020 e a negativa de R$ 35,4 bilhões em 2021.
Comparação histórica
Os dados de junho de 2026 também revelam um recuo significativo em comparação a 2023, quando houve uma saída líquida de R$ 87,8 bilhões da poupança, a segunda maior desde o início da série histórica em 1995.
Desempenho do Sistema de Poupança
O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou uma saída líquida de R$ 1,3 bilhão em junho. Por outro lado, a poupança rural teve um superávit de R$ 1,1 bilhão no mesmo mês, evidenciando uma diferença entre os segmentos da poupança.
Retiradas nos últimos meses
A maior quantidade de saques nos últimos 12 meses ocorreu em janeiro de 2026, com R$ 23 bilhões retirados. Em comparação, o maior depósito foi registrado em dezembro de 2025, com uma entrada líquida de R$ 4,9 bilhões. Os números do desempenho da poupança nos últimos 12 meses mostram a volatilidade do comportamento dos investidores.




