O clima de pessimismo toma conta do Palácio do Planalto em relação à ameaça de tarifas elevadas por parte dos Estados Unidos. A possibilidade de um tarifaço sobre produtos brasileiros está sendo encarada com cautela pelos integrantes do governo, que veem as negociações em um impasse.
Negociações difíceis
De acordo com informações obtidas, a equipe governamental está disposta a explorar todas as opções de negociação, porém, acredita que a postura da administração de Donald Trump é pouco receptiva. Neste momento, a expectativa é de que não haja avanços significativos nas conversas.
Ampliação das exceções
Diante deste cenário adverso, a estratégia do Planalto agora é focar em aumentar a lista de produtos que poderiam ser excluídos das tarifas. Essa ação se torna essencial para mitigar os impactos econômicos que um tarifaço poderia causar ao Brasil.
Declarações do representante comercial dos EUA
Na última quinta-feira (9/7), Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos (USTR), mencionou que a conclusão da investigação sobre as tarifas está próxima. Ele indicou a possibilidade de aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, ressaltando a distância que ainda separa as posições dos dois países, apesar do diálogo frequente.
Percepção do setor empresarial
O diagnóstico do setor empresarial se alinha ao do governo. Empresários avaliam que é improvável que a administração Trump recue da decisão de impor tarifas. Essa percepção reforça a sensação de urgência nas negociações e na busca por soluções alternativas.
Impacto das viagens diplomáticas
Nos bastidores das negociações, a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos não parece ter gerado um impacto significativo nas tratativas até o momento. A expectativa é de que outras iniciativas possam ser necessárias para avançar nas conversas com os americanos.




