Na última quinta-feira (16.jul.2026), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, fez declarações contundentes sobre o novo tarifaço de 25% imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo ele, essa medida é uma demonstração de que os EUA se incomodam com a postura do Brasil de não se curvar às suas exigências desmedidas.
Críticas ao tarifaço
Durante a coletiva, Vieira afirmou que a decisão do governo norte-americano é fruto de uma motivação política e que o novo tarifaço não tem fundamentos. Ele criticou a conclusão da investigação comercial realizada pelo USTR (United States Trade Representative), considerando-a descabida e injusta.
Demandas americanas
O ministro destacou que, nas negociações, os Estados Unidos fizeram exigências severas, como a abertura irrestrita de setores da economia brasileira, sem oferecer contrapartidas para os produtos nacionais. Vieira lembrou que desde março de 2025, mais de 30 reuniões foram realizadas entre os dois países, demonstrando o esforço do Brasil para encontrar uma solução.
Investigação comercial
A tarifa de 25% foi anunciada em 1º de junho de 2026, após o USTR concluir uma investigação contra o Brasil, a qual foi justificada pelos EUA como resposta a práticas comerciais injustas. Os tópicos abordados na investigação incluíram o sistema de pagamentos Pix e a proteção à propriedade intelectual, entre outros.
Audiência pública e posicionamento do Brasil
Uma audiência pública promovida pelo USTR ocorreu em julho, mas o governo brasileiro optou por não enviar representantes para se manifestar, apenas observadores da Embaixada do Brasil em Washington estiveram presentes. O senador Flávio Bolsonaro participou da audiência, mas sua presença não teve impacto significativo na decisão do governo americano.
Histórico de tarifas
As tarifas iniciais foram impostas em abril de 2025, com uma taxa de 10% aplicada a 125 países, incluindo o Brasil. Ao longo do ano, houve diversas mudanças nas tarifas, com a revogação de algumas medidas em novembro, mas mantendo outras elevadas. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA declarou que as tarifas globais anteriores eram ilegais.




