A servidora pública Mariângela Fialek, identificada como operadora de um esquema de emendas ligado a Valdemar Costa Neto, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) em dezembro do ano passado. Mariângela, conhecida como Tuca, atuava na liberação do orçamento secreto quando ocupava um cargo na equipe de Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara dos Deputados.

Operação da PF

No mês de dezembro, foram realizadas buscas em seu gabinete e em sua residência, visando coletar provas relacionadas a possíveis irregularidades em sua atuação na Câmara. A investigação aponta que Tuca estava envolvida no controle de emendas desviadas, em benefício de uma organização criminosa.

Bloqueio de Recursos

Recentemente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 119 milhões atribuídos a Valdemar Costa Neto. O magistrado alegou que há indícios de que o político direcionou recursos de emendas parlamentares de forma irregular e que servidores estariam colaborando com essa prática.

Indícios de Criminosidade

De acordo com a PF, Mariângela e outros servidores atuavam como executores das ordens de Valdemar, que é descrito como o mandante de um esquema voltado para desvio de emendas. O termo jurídico “longa manus” foi utilizado pelo ministro para descrever o papel de Tuca como extensão das ações do político.

Comunicações e Provas

Flávio Dino ressaltou que a análise de dados do celular de Mariângela revelou a existência de um arranjo decisório paralelo para a alocação de verbas públicas. Valdemar, mesmo sem mandato, era identificado como o responsável por definir e remanejar emendas, segundo as comunicações analisadas.

Envolvimento de Outras Servidoras

Além de Mariângela, a PF também citou Nara Benedetti Nicolau Brum como parte do esquema. Durante as investigações, foram encontradas referências a emendas vinculadas a Valdemar, evidenciando sua influência nas decisões relacionadas ao orçamento na Câmara dos Deputados.