A história de Alicia de Jesus Satiro, uma bebê prematura de Santo André, SP, é um exemplo de superação. Ao receber alta da UTI neonatal, aos 33 semanas de gestação, Alicia foi diagnosticada com várias condições, incluindo escoliose congênita e paralisia facial, o que preocupou sua família.
Desafios de uma Gestação de Alto Risco
Alicia e sua irmã gêmea Laura nasceram em uma gravidez monoamniótica, uma situação de risco elevado. Alicia, com 1,930 kg, permaneceu 70 dias na UTI, enquanto Laura teve um tratamento prolongado. Durante a internação, os médicos notaram a escoliose de 18 graus e o torcicolo congênito da bebê.
Intervenção Precoce na Clínica-Escola
Uma semana após a alta, a família iniciou um acompanhamento gratuito na Clínica-Escola de Fisioterapia da Faculdade Santa Marcelina. Desde o início, Alicia demonstrou progresso, com a curvatura da coluna reduzida de 18 para 7 graus e a correção de outras condições.
Resultados e Evolução
Aos 1 ano e 6 meses, Alicia já realiza marcha independente e brinca de forma ativa. Sua mãe, Verônica, expressa alívio ao ver a evolução da filha, que, inicialmente, gerava preocupação sobre seu desenvolvimento. O tratamento trouxe não apenas melhorias físicas, mas também uma nova perspectiva para a família.
Envolvimento Familiar e Continuidade do Tratamento
O fisioterapeuta Arthur Pinto dos Santos Junior destaca a importância do envolvimento da família nas sessões. A mãe aprendeu a replicar os exercícios em casa, garantindo que a terapia continuasse fora da clínica. Isso promove um desenvolvimento contínuo e efetivo para Alicia.
Importância da Fisioterapia Precoce
O caso de Alicia será apresentado no III Congresso Internacional de Paralisia Cerebral, enfatizando a relevância da fisioterapia precoce para bebês prematuros. A Clínica-Escola, que oferece atendimento gratuito, prioriza esses casos para melhorar as chances de desenvolvimento saudável.




