Na última quinta-feira, 16 de julho de 2026, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se manifestou sobre as críticas do governo dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos instantâneos conhecido como Pix. Durante uma reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ele afirmou que essas críticas são apenas uma tentativa de criar uma justificativa para a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Resposta às Críticas

Galípolo argumentou que os pontos levantados pelo governo norte-americano não têm respaldo nos resultados positivos do Pix. O sistema, criado pelo Banco Central, tem promovido a inclusão financeira e ampliado a concorrência no mercado de pagamentos.

Investigação Norte-Americana

O Pix foi mencionado em uma investigação aberta pelos EUA, fundamentada na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos, que justifica novas tarifas. Galípolo ressaltou que a investigação mudou de foco, abandonando a questão do déficit comercial entre os dois países e abordando temas não relacionados ao comércio bilateral.

Comparação e Benefícios

Para ilustrar sua crítica, o presidente do Banco Central comparou o questionamento ao Pix à ideia de que a implementação de saneamento básico poderia prejudicar empresas que dependem de caminhões-pipa. Ele destacou que o sistema de pagamentos trouxe benefícios significativos para consumidores e empresas, substituindo métodos mais caros, como cheques e dinheiro.

Crescimento do Mercado de Cartões

Desde a introdução do Pix, o mercado de cartões de crédito cresceu cerca de 150%, segundo Galípolo. Essa informação demonstra que o sistema não apenas aumentou a concorrência, mas também proporcionou novas oportunidades para o setor, enquanto os cheques e o dinheiro físico perderam participação devido aos altos custos operacionais.

Reconhecimento Internacional

Galípolo também destacou o reconhecimento internacional do Pix, mencionando elogios de instituições como o FMI, o Banco de Compensações Internacionais e até do economista norte-americano Paul Krugman. Além disso, o Banco Central já firmou acordos de cooperação técnica com mais de 47 bancos centrais que desejam desenvolver sistemas semelhantes.

“Continuaremos a oferecer o Pix como um serviço gratuito, seguro e instantâneo”, concluiu Galípolo.