O consumo nas residências do Brasil registrou um aumento de 2,23% em maio, comparado ao mês anterior, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) nesta quarta-feira, 8 de julho. Em relação ao mesmo período de 2025, a alta foi de 3,93%, e no acumulado do ano, de janeiro a maio, o crescimento foi de 2,47%. Para todo o ano de 2026, a Abras mantém a expectativa de um crescimento de 3,2%.

Cesta Abrasmercado e seus custos

A Cesta Abrasmercado, que inclui 35 itens de consumo frequente, teve um aumento significativo em seu valor médio, passando de R$ 836,80 em abril para R$ 854,91 em maio, o que representa uma alta de 2,16%. No acumulado deste ano, a cesta já apresenta um aumento total de 6,82%.

Alimentos básicos em alta

Entre os produtos que mais impactaram os preços, o feijão teve a maior alta mensal, de 6,44%, acumulando uma valorização de 41,09% no ano e 35,80% nos últimos 12 meses. O arroz também subiu, com um aumento de 2,16% em maio, enquanto o leite longa vida teve um avanço de 0,77%, totalizando uma alta de 22,33% em 2026.

Proteínas e seus preços

No segmento das proteínas, as carnes bovinas continuam a apresentar aumentos. O corte traseiro registrou uma alta de 1,90% em maio, acumulando um aumento de 9,97% no ano, enquanto o corte dianteiro subiu 1,71%, com um total de 5,84% de valorização acumulada. O frango congelado teve um aumento mais modesto de 0,52%, ao passo que o pernil caiu 0,27% e os ovos apresentaram um recuo de 1,08%.

Reajustes nos hortifrútis

Os maiores reajustes foram observados nos hortifrútis. A batata, por exemplo, teve um aumento expressivo de 44,69% em maio, seguida pelo tomate, que subiu 20,62%, e pela cebola, com um aumento de 16,80%. No acumulado do ano, esses produtos apresentaram altas de 75,84%, 86,17% e 48,88%, respectivamente.

Conclusão

O cenário de aumento no consumo e dos preços dos alimentos básicos reflete desafios econômicos que as famílias enfrentam. A trajetória de crescimento do consumo nos lares brasileiros, embora positiva, vem acompanhada de pressões sobre o orçamento familiar devido ao aumento dos preços dos produtos essenciais.