O preço do petróleo registrou um aumento superior a 8% nesta quarta-feira (8/7) em resposta a novos ataques entre os Estados Unidos e o Irã. A escalada de tensão gerou incertezas sobre o futuro do estreito de Hormuz, um dos principais pontos de passagem do petróleo mundial.

Impacto imediato no mercado

O barril do petróleo Brent, referência global, foi negociado a US$ 80,59 (aproximadamente R$ 414,73), marcando um crescimento de 8,67% em comparação ao dia anterior. Essa é a maior cotação desde 22 de junho, quando o preço chegou a US$ 81,65. Às 14h30, a cotação do Brent caiu para US$ 78,29 (R$ 402,89), mantendo uma alta de 5,57%.

O petróleo WTI, utilizado nos EUA, também registrou alta, sendo vendido a US$ 73,83 (R$ 379,94), com um aumento de 4,81%. Esses números refletem a crescente preocupação com a instabilidade no Oriente Médio, especialmente após ataques a navios-tanques na região.

Declarações de líderes

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo com o Irã está suspenso após a nova rodada de ataques. Ele criticou o regime iraniano, afirmando que as negociações anteriores foram em vão. Trump mencionou que ainda há possibilidade de diálogo, mas deixou claro que as hostilidades não podem continuar.

Retaliação e acusações

Na última terça-feira, três navios-tanques foram atingidos, e os EUA atribuíram a responsabilidade ao Irã, que não confirmou a autoria. O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou que realizou ataques a 80 alvos militares iranianos em resposta aos ataques aos navios. A Guarda Revolucionária do Irã retaliou, atacando locais militares americanos em países aliados.

Consequências econômicas

A escalada do conflito resultou na revogação de uma licença que permitia ao Irã vender petróleo, aumentando as tensões e os riscos associados ao tráfego pelo estreito de Hormuz. Apesar disso, algumas embarcações ainda conseguiram atravessar a região, embora o tráfego tenha diminuído significativamente.

Queda nas bolsas internacionais

As consequências do conflito também foram sentidas nas bolsas de valores ao redor do mundo, que registraram quedas acentuadas. A Bolsa de Seul liderou as perdas, com uma desvalorização de 5,35%, seguida por Hong Kong e Tóquio. Na Europa, o Euro STOXX 600 teve uma queda de 1,8%, enquanto nos EUA, as perdas foram menores, mas ainda assim notáveis.