A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou a inclusão do Ozivy na Lista de Medicamentos de Referência (LMR), conforme publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10). Esta decisão representa um avanço importante para a indústria farmacêutica brasileira, uma vez que o Ozivy é o primeiro medicamento nacional que utiliza semaglutida como princípio ativo.
Importância da Inclusão
Com essa inclusão, o Ozivy se torna um padrão de eficácia, segurança e qualidade para outros medicamentos à base de semaglutida sintética que estão em desenvolvimento no Brasil. A aprovação desse medicamento pela Anvisa tem como foco principal o tratamento de diabetes tipo 2, embora sua utilização para obesidade e sobrepeso seja considerada off-label.
Comparativo de Preços
O Ozivy é comercializado com preços que variam entre R$ 452 e R$ 498, conforme informações divulgadas pela farmacêutica EMS. Em comparação, seu concorrente Ozempic, desenvolvido pela dinamarquesa Novo Nordisk, apresenta um custo significativamente mais alto, variando de R$ 975 a R$ 999, dependendo da dosagem.
Critérios de Referência
Para ser incluído na lista como medicamento de referência, é imprescindível que o produto possua princípios ativos sintéticos ou semissintéticos registrados como novos ou inovadores. O Ozivy atende a esses critérios, enquanto o Ozempic não pode ser listado, pois é classificado como um medicamento biológico, que não permite a criação de genéricos segundo a legislação brasileira.
Diferença entre Medicamentos Sintéticos e Biológicos
A distinção entre medicamentos sintéticos e biológicos é crucial. Os medicamentos biológicos são desenvolvidos a partir de organismos vivos, resultando em moléculas complexas que são difíceis de replicar. Em contraste, os sintéticos, como o Ozivy, são produzidos por síntese química, gerando moléculas mais simples e estáveis que podem ser reproduzidas por diferentes fabricantes.
Próximos Passos
O Ozivy se destaca como o primeiro medicamento com semaglutida a ser registrado pela Anvisa após a expiração da patente desse princípio ativo no Brasil, em março. Outro produto nacional com semaglutida, o Semavy, fabricado pela Hypera Pharma, ainda aguarda o registro sanitário e a análise de preços pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).




