A Anfavea, entidade que representa os fabricantes de veículos no Brasil, anunciou uma revisão otimista nas suas projeções para o mercado automotivo em 2026. A expectativa é que as vendas cheguem a mais de 3 milhões de unidades, um crescimento de 12,1%, o maior nível desde 2014.

Fatores que impulsionam as vendas

Esse aumento nas previsões é respaldado pela expectativa de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,1% e pela expansão do mercado de crédito, que deve crescer 12,5% este ano. Igor Calvet, presidente da Anfavea, destacou que, apesar da alta taxa de juros, medidas de estímulo ao crédito têm contribuído para essa recuperação.

Produção em alta

A produção total de veículos no Brasil também foi revisada para cima, passando de uma previsão de alta de 3,7% para 5,8%, o que representa um total de 2,79 milhões de veículos. Essa atualização foi influenciada pelos resultados do primeiro semestre, que mostrou um aumento de 18,5% nas vendas, com 1,42 milhão de unidades emplacadas.

Desempenho de veículos leves e pesados

Calvet observou que o crescimento nas vendas de veículos leves foi um fator crucial para a revisão das projeções, enquanto a previsão para veículos pesados, incluindo caminhões, teve uma queda acentuada para 6%. O emplacamento de caminhões no semestre totalizou 49 mil unidades, apresentando uma queda de 10,5% em comparação ao ano anterior.

Impactos das taxas de juros e custos

O presidente da Anfavea também comentou sobre a influência das altas taxas de juros e dos custos crescentes, como o aumento no preço do diesel, que continuam a impactar a recuperação do setor. Embora os cortes nas taxas já tenham começado, a recuperação ainda enfrenta desafios.

Exportações em declínio

Por outro lado, as projeções de exportação foram ajustadas para baixo, com uma estimativa de queda de 12,8%, totalizando 462 mil unidades. No primeiro semestre, as exportações caíram 21,2%, sendo a Argentina um fator negativo significativo, com uma redução de 35,4% nos embarques para aquele mercado.

Importações em crescimento

Contrariando a queda nas exportações, as importações de veículos no Brasil aumentaram 22,8%, totalizando 280,6 mil unidades, representando 19,7% do total emplacado no país. A China foi a principal origem, com um aumento significativo nas importações de veículos eletrificados.