Nesta quarta-feira (8), a Polícia Federal (PF) executou uma busca na casa onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar, sob ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A operação não resultou na apreensão de armas, conforme confirmou a PF.

Contexto da Prisão Domiciliar

Bolsonaro, de 71 anos, foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva. Desde março, ele cumpre sua pena em Brasília devido a questões de saúde, um benefício que foi renovado recentemente por Moraes.

Condições para a Permanência em Domiciliar

O ministro Moraes condicionou a continuidade da prisão domiciliar à entrega de todas as armas registradas em nome de Bolsonaro, que somam cerca de dez, incluindo pistolas, fuzis e uma espingarda. A busca foi motivada após uma arma ter sido encontrada com um dos guarda-costas do ex-presidente.

Irregularidades nos Registros de Armas

A defesa de Bolsonaro entregou a maior parte do arsenal, mas alegou que uma espingarda adquirida por ele nunca chegou a ser utilizada. Moraes considerou essa justificativa insatisfatória, apontando falta de documentação que respaldasse a afirmação e identificando discrepâncias entre as armas registradas e as que foram entregues.

Detalhes da Operação

A operação da PF iniciou-se pouco antes das 7h (horário de Brasília) e incluiu buscas no quarto da filha mais nova de Bolsonaro, que estava dormindo no momento. O advogado do ex-presidente, João Henrique Nascimento de Freitas, afirmou que não havia razões para a busca, uma vez que haviam informado previamente sobre a localização de todas as armas.

Resultados da Busca

Após cerca de uma hora de busca, a PF não encontrou nada, conforme um documento apresentado ao tribunal, o qual foi consultado pela AFP. A defesa do ex-presidente reiterou que todas as informações necessárias foram fornecidas às autoridades competentes.