No dia 16 de julho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou a ampliação da lista de produtos brasileiros que ficarão isentos da nova tarifa de 25%.
Justificativa das Isenções
A decisão do USTR foi fundamentada na necessidade de evitar a indisponibilidade de oferta doméstica nos EUA, o que poderia gerar perturbações na economia americana. O órgão afirmou que certos produtos, por serem matérias-primas, não podem ser cultivados ou produzidos em quantidades suficientes no país.
Novos Produtos Isentos
Entre os novos itens que passaram a ser isentos estão o mel orgânico, hidróxido de alumínio, sucata de ferro e aço, produtos do mar, couros, além de alguns produtos de madeira, medicamentos e insumos farmacêuticos. Esses itens se somam à lista que já incluía carne bovina, café, laranja e suco de laranja.
Rejeição de Outras Solicitações
Entretanto, o governo americano não atendeu a pedidos de isenção para diversos outros produtos, incluindo vestuário, calçados e máquinas agrícolas e industriais. Essa decisão foi recebida com preocupação por setores que dependem desses itens.
Audiências Públicas e Alternativas
O USTR também mencionou que nas audiências públicas realizadas durante a investigação sobre as práticas comerciais do Brasil, foram apresentadas defesas de alternativas às tarifas, como negociações bilaterais ou multilaterais. Participantes das audiências expressaram que qualquer tarifa, mesmo que inferior a 25%, poderia ser inadequada e frustrar os objetivos do governo americano.
Impacto Econômico
A ampliação da lista de isenções pode ter um impacto significativo na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, já que busca mitigar os efeitos de tarifas que poderiam prejudicar a economia americana e a oferta de produtos essenciais.




