A superintendente de Conhecimento da Fundação Roberto Marinho, Rosalina Soares, afirmou que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) possui o potencial de "transformar o Brasil". A declaração foi feita durante o lançamento da Rede EJA Inclusão Produtiva, uma iniciativa que visa destacar a importância da educação para jovens e adultos.
Prioridade para a EJA
Rosalina enfatizou que a EJA deve ser uma prioridade nas políticas educacionais. Ela destacou que a educação é um direito fundamental e que não deve ser uma responsabilidade exclusiva do Ministério da Educação (MEC). "Uma sociedade em constante transformação precisa oferecer oportunidades contínuas de aprendizado", afirmou.
Desinvestimento e consequências
Nos últimos anos, o número de matrículas na EJA caiu, refletindo um desinvestimento nessa modalidade de ensino. Rosalina alertou que a descontinuidade nas políticas públicas resulta em retrocessos significativos. "Precisamos nos mobilizar, independentemente dos governos, para garantir a continuidade dos programas de educação", disse.
Objetivos da Rede EJA Inclusão Produtiva
O objetivo da Rede EJA Inclusão Produtiva é promover a educação de jovens e adultos ao longo da próxima década, mapeando políticas públicas e envolvendo diferentes segmentos da sociedade. Rosalina destacou a importância de manter a EJA no centro das discussões nacionais, especialmente nesse momento de implementação do novo Plano Nacional de Educação (PNE).
Dados alarmantes sobre a EJA
Um estudo apresentado junto com a Rede EJA revelou que cerca de 64 milhões de brasileiros acima de 15 anos não completaram a educação básica, representando 37,3% dessa faixa etária. Apesar disso, a demanda pela EJA caiu 16% nos últimos anos, em parte devido à mortalidade das gerações mais velhas que não tiveram acesso à educação.
Impacto econômico da baixa escolaridade
A falta de educação básica gera um impacto econômico significativo, com uma perda de R$ 66 bilhões em renda de trabalho anualmente, o que equivale a cerca de 0,6% do PIB. Além disso, a taxa de pobreza é 1,8 vezes maior entre aqueles que não concluíram a educação básica. A inserção no mercado de trabalho também é prejudicada, com apenas 43,1% dos que não terminaram o ensino fundamental empregados, em contraste com 73,5% entre aqueles que completaram o ensino médio.




