No primeiro semestre de 2026, o Brasil teve uma significativa entrada de dólares, totalizando um saldo positivo de US$ 17,78 bilhões, conforme dados divulgados pelo Banco Central. Este montante representa o melhor fluxo cambial registrado desde 2018, quando o saldo foi de US$ 22,52 bilhões.
Reversão da Tendência Anterior
Esse resultado é uma reversão em relação ao ano anterior, que apresentou a maior saída de dólares da série histórica do BC, com um saldo negativo de US$ 14,34 bilhões no primeiro semestre de 2025. O aumento nas exportações, especialmente devido ao preço elevado do petróleo, e o fluxo de investimento estrangeiro foram fatores principais para essa melhora.
Investimentos Estrangeiros
A queda das taxas de juros nos Estados Unidos, somada a incertezas políticas em torno do governo de Donald Trump, motivou investidores a diversificarem seus portfólios, direcionando mais capital para países emergentes, como o Brasil.
Desempenho do Dólar e Ibovespa
Desde o início do ano, a moeda americana apresentou uma desvalorização de 6% em relação ao real, com a cotação atual em R$ 5,12. O índice Ibovespa, por sua vez, teve uma alta de 5,9%, alcançando 172 mil pontos.
Previsões para o Futuro
Contudo, economistas alertam para uma possível reversão dessa tendência no segundo semestre de 2026. As expectativas são de que tanto os juros americanos quanto a Selic brasileira não diminuam tanto quanto se previa. As tensões no Irã e as eleições presidenciais no Brasil também podem intensificar a aversão ao risco entre os investidores.
Revisões de Projeções Cambiais
Em um relatório recente, o Itaú BBA revisou suas projeções cambiais, passando a estimar uma taxa de R$ 5,30 para 2026 e R$ 5,50 para 2027. Da mesma forma, o BTG Pactual atualizou suas previsões, alterando a expectativa para o câmbio no final de 2026 de R$ 4,90 para R$ 5,40. Essas revisões estão ligadas a um cenário global de dados econômicos mais robustos nos EUA e uma inflação persistente.
Para os próximos meses, o BTG prevê uma entrada adicional de dólares do setor comercial, enquanto o fluxo financeiro deve permanecer volátil.




