Benedito Ruy Barbosa, um dos mais renomados dramaturgos do Brasil, faleceu na última terça-feira, dia 7 de julho, aos 95 anos, em São Paulo. O autor enfrentava complicações devido à insuficiência renal crônica e havia se afastado dos holofotes nos últimos anos.
Retiro da vida pública
Desde a exibição de sua última novela, "Velho Chico", em 2016, Benedito optou por uma vida discreta, longe dos eventos públicos e da televisão. Sua última aparição em um evento ocorreu em agosto de 2025, quando prestigiou o amigo Stepan Nercessian na estreia do musical "Chatô e os Diários Associados", realizado no Teatro Liberdade, em São Paulo.
Momentos finais na mídia
A presença do autor nesse evento foi notável, pois ele havia se mostrado recluso e distante da mídia. Em setembro de 2025, Benedito apareceu em uma entrevista à TV TEM, onde recordou sua trajetória na dramaturgia e a importância de suas histórias, muitas delas inspiradas na vida do interior brasileiro.
Problemas de saúde
Nos últimos anos, a condição de saúde de Benedito exigiu cuidados constantes. Em 2025, o dramaturgo foi internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em decorrência do agravamento de sua condição renal. Já em janeiro deste ano, ele teve que ser hospitalizado novamente no Hospital do Coração (HCor), onde ficou por 19 dias tratando uma infecção urinária relacionada à insuficiência renal.
Legado na teledramaturgia
"Velho Chico", que foi o último trabalho inédito de Benedito, marcou o encerramento de uma carreira que se estendeu por mais de cinco décadas. A novela, que retratou a vida às margens do Rio São Francisco, também é lembrada pela trágica perda do ator Domingos Montagner, que faleceu durante as gravações.
Despedida do autor
A confirmação da morte de Benedito Ruy Barbosa foi feita pelo hospital na manhã da última terça-feira, deixando um legado inestimável na teledramaturgia brasileira. Sua contribuição para a cultura e a arte será eternamente lembrada por aqueles que apreciam suas obras.




