O Banco Central do Brasil está considerando implementar limitações no acesso ao Pix para instituições que não atendem a requisitos de segurança cibernética. Essa iniciativa surge como uma resposta aos ataques hackers que resultaram em desvios significativos de recursos desde o ano passado.
Objetivo das restrições
As novas medidas têm o intuito de fortalecer a segurança do sistema financeiro nacional. Instituições que não cumprirem as normas estabelecidas pelo Banco Central poderão enfrentar sanções, que incluem restrições de horários, dias ou valores para a realização de transações via Pix, além da proibição de registrar novas chaves no sistema de pagamentos.
Processos burocráticos e medidas preventivas
Atualmente, o Banco Central enfrenta desafios na aplicação de penalidades, que geralmente são burocráticas e podem se estender judicialmente. Com a proposta de ajustar a regulação, a intenção é permitir que medidas preventivas sejam aplicadas de forma mais ágil, encorajando as instituições a investirem em segurança cibernética.
Autoavaliação das instituições
Enquanto as novas diretrizes estão sendo discutidas, o Banco Central iniciou um pente-fino no sistema financeiro, enviando um questionário para autoavaliação a todas as instituições reguladas. O questionário contém mais de 400 perguntas focadas na estrutura das equipes de tecnologia e no uso de inteligência artificial para proteção de dados.
Análise das respostas
A análise das respostas permitirá ao Banco Central identificar quais instituições estão aptas a receber medidas cautelares, de acordo com o novo arcabouço regulatório em desenvolvimento. Essa ação é uma continuidade das tentativas do órgão de aumentar a segurança financeira após uma série de incidentes cibernéticos.
Histórico de ataques e desvios
No ano passado, o Banco Central implementou um limite de R$ 15 mil para operações de transferência eletrônica por instituições que utilizam Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs). Essa medida foi uma resposta a um dos maiores desvios financeiros do país, que totalizou cerca de R$ 1,5 bilhão em 2025, destacando a necessidade urgente de fortalecer a segurança do sistema.




